O que é GNV?
O GNV (Gás Natural Veicular) é uma mistura de vários gases, extremamente leve, com aproximadamente 90% de metano, que é utilizado como combustível em veículos automotores. O GNV é o mesmo gás canalizado utilizado em residências, comércio e indústria, porém armazenado e transportado sob alta pressão em cilindros especiais, que alimentam o motor do veículo.
Originalmente, o Gás Natural é inodoro, incolor e não é tóxico. Para maior segurança, durante o processo de industrialização, o GNV é odorizado para facilitar a detecção de vazamentos.

O GNV é armazenado em cilindros sob alta pressão (200 bar ou 200 kgf/cm²) e pode ser utilizado como combustível alternativo em qualquer veículo movido a gasolina ou álcool, com carburador ou sistema de injeção eletrônica.

O GNV (Gás Natural Veicular) é diferente do GLP (Gás Liqüefeito de Petróleo) em vários aspectos, a começar pela sua composição. O GNV é composto basicamente por metano, enquanto o GLP é composto por propano e butano. O GNV é normalmente armazenado sob alta pressão na forma gasosa; já o GLP (também conhecido como gás de botijão) é armazenado na forma líquida e sob pressões muito inferiores. Isso tem grande impacto na maior segurança proporcionada na utilização do GNV. Além disso, o uso do GLP é proibido para fins automotivos.

Em meados dos anos 80, o Brasil deu início à busca por novas fontes energéticas alternativas, com o objetivo de substituição do óleo diesel, que nessa época, correspondia a mais de 50% do consumo energético em todo o país.
A partir daí, começam a surgir os primeiros planos experimentais, assim como os primeiros programas brasileiros de apoio ao incentivo a novas fontes de energia. Um dos primeiros programas foi o PLANGÁS - Plano Nacional de Gás-, desenvolvido para o uso de transporte coletivo. Ese programa acabou se tornando inviável financeiramente devido ao custo de conversão da frota nacional de coletivos e a pequena diferença entre os preços do diesel e do Gás Natural.
Em 1991, o governo federal autorizou a utilização do GNV para taxistas e depois para as frotas de empresas particulares. Em 1996, o uso do Gás Natural foi liberado para veículos particulares. A partir daí, o ritmo de crescimento da frota de veículos movidos a GNV aumenta a cada dia. Com o crescimento da frota, está aumentando também a rede de postos de Gás Natural, que hoje já atende muitos estados brasileiros.

Podem ser convertidos para GNV veículos movidos a gasolina ou álcool, que recebem um kit de conversão (link para o esquema das peças) e se tornam bi-combustíveis, ou seja, o motor pode funcionar com o GNV ou com o combustível original. A escolha do combustível é feita por meio de uma chave comutadora instalada no painel do veículo.
Para fazer a conversão, procure sempre uma oficina homologada pelo Inmetro (fazer o link para a página).
Seu carro só poderá ser legalizado junto ao Detran se a oficina convertedora for homologada pelo Inmetro. Caso contrário, o veículo não poderá ser legalizado.

 

O GNV é um combustível "limpo", que não apresenta impurezas e resíduos da sua combustão. A queima do Gás Natural, por ser mais completa do que a dos outros combustíveis, reduz as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos, em comparação com a gasolina.

O GNV é mais leve que o ar, o que possibilita uma dispersão mais rápida na atmosfera em caso de um eventual vazamento, diminuindo o risco de explosões e incêndios.

O Gás Natural pode ser obtido diretamente na natureza juntamente com o petróleo, como subproduto do processo de refino ou ainda de biodigestores, num processo de decomposição de material orgânico. É diferente do gás utilizado nos botijões, que é resultado do processo de refino do petróleo.

Economia de até 70% no valor do combustível.

Redução de 70% no valor do IPVA (somente para carros emplacados no estado do Rio de Janeiro).

Maior durabilidade do óleo do motor. Por ser um combustível seco, o GNV não dilui o óleo lubrificante no motor do veículo. Sua queima não provoca depósito de carbono nas partes internas do motor, aumentando sua vida útil e o intervalo de troca de óleo.

Não tira a originalidade do veículo, já que ele se torna bi-combustível.

Aumenta a autonomia do veículo.

O GNV rende mais que os outros combustíveis. Com um metro cúbico de gás é possível rodar mais quilômetros do que com um litro de gasolina ou álcool.

Menor freqüência na troca do escapamento do veículo, pois a queima do Gás Natural não provoca a formação de compostos de enxofre, diminuindo a corrosão.

O abastecimento do veículo é feito sem que o produto entre em contato com o ar, evitando assim qualquer possibilidade de combustão. Além disso, para que o GNV se inflame é preciso que seja submetido a uma temperatura superior a 620 ºC - o álcool se inflama a 200ºC e a gasolina a 300ºC.

 

1. O Gás Natural é igual ao gás de cozinha?
Não. Suas características são bastante diferentes do GLP (Gás Liqüefeito de Petróleo ou gás de botijão), cujo uso como combustível em veículos automotores É PROIBIDO. O gás de botijão é composto de propano e butano e, embora seja hoje o combustível doméstico de maior aceitação no país, é altamente tóxico e inflamável. O GLP é obtido pela refinação do petróleo bruto ou do gás natural, liquefaz-se a temperaturas normais e pressões moderadas. O Gás Natural, ao contrário do GLP, é mais leve que o ar e não é tóxico.

2. Existe perigo de explosão com o uso do Gás Natural Veicular?
Não existe perigo de explosão, em condições normais de uso, pois, além de ser mais leve que o ar, o sistema (Armazenagem e Compressão) é dotado de válvula de segurança que se fecha caso haja algum rompimento na tubulação, além de possuir um sistema de exaustão caso ocorra algum vazamento. O Gás Natural é mais seguro do que qualquer combustível líquido. Os cilindros de armazenamento de GNV são dimensionados para suportar a alta pressão na qual o gás é comprimido (200 bar - pressão ideal para abastecer os veículos), e ainda situações eventuais como colisões e incêndios.

3. Como abastecer um veículo movido a Gás Natural?
O abastecimento é tão simples quanto o álcool ou a gasolina, e é feito por uma multi-válvula com dispositivo de abastecimento, geralmente instalada próximo ao regulador de pressão.

4. Quantos países já possuem Gás Natural Veicular?
O GNV é largamente utilizado em aproximadamente 50 países. Os principais são: Itália, Rússia, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Áustria e demais países da Comunidade Econômica Européia.

5. Qual é a autonomia de um veículo movido a Gás Natural?
A autonomia de um veículo movido a Gás Natural é determinada pelo tamanho do cilindro (compartimento onde é armazenado o gás dentro do automóvel). Com um cilindro de 16m3 (dezesseis metros cúbicos) o veículo pode rodar aproximadamente 200km. Vale lembrar que ao converter um veículo para GNV, este não fica impedido de usar o combustível líquido, ou seja, o sistema é bi-combustível.

6. O veículo movido a Gás Natural polui menos?
Sim. Os veículos movidos a Gás Natural enquadraram-se na categoria de veículos com baixíssima emissão de poluentes, pois o GNV é um dos combustíveis mais limpos. A combustão gera emissões menos contaminantes ao meio ambiente, atendendo desta forma aos limites estabelecidos pelo PROCONVE (Programa de Controle de Emissões por Veículos Automotores).

7. Para aumentar o espaço disponível no porta-malas, o proprietário poderá retirar o cilindro?
Não, pois por tratar-se de um sistema que trabalha com alta pressão (200 bar), é recomendado que o manuseio ou a manutenção sejam realizados somente por um técnico especializado, que poderá garantir todas as condições de segurança necessárias.

8. A manutenção de um veículo movido a Gás Natural é igual à de um veículo movido a álcool ou a gasolina?
Sim, a manutenção é tão simples quanto a de um veículo comum.

9. Como é feita a distribuição do Gás Natural Veicular para os postos de abastecimento?
Após sua extração, o Gás Natural é enviado por gasodutos para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN) ou City Gate - Estações de redução de pressão e medição de gás em gasodutos, obtendo-se um gás seco e extremamente leve em relação ao ar atmosférico, de extraordinária qualidade como energético. Das UPGNs, são transportados por gasodutos e/ou rede de gás das Cias. Distribuidoras de Gás até os Postos. Embora exista tecnologia para o transporte por outros meios, como Caminhões feixes e etc., devido aos custos elevados de compressão e transporte, a diretriz básica ainda é promover sua utilização nas áreas mais densas e próximas aos gasodutos.

10. Gás Natural é proveniente do lixo?
Não. O Gás Natural Veicular é proveniente de poços de petróleo e consiste de uma mistura de hidrocarbonetos leves e gases inertes com predominância do metano (de 78% a 82%).

11. Quanto tempo é necessário para fazer a conversão de um veículo para Gás Natural Veicular?
O tempo para se fazer uma conversão para GNV, geralmente, é de 3 a 6 horas de trabalho, podendo alcançar períodos maiores, em função da complexidade da instalação, devido às condições operacionais solicitadas pelo usuário do veículo.

12. O gás pode ser usado em veículos pesados?
Sim, pode ser usado em veículos pesados, com várias vantagens, como: - aumento da vida útil do motor menor carbonização do motor - maior intervalo nas trocas de óleos lubrificantes - maior intervalo nas trocas dos filtros - maior intervalo nas trocas de tubos de escapamento.

13. Qual é o volume de reservas de Gás Natural no Brasil?
Aproximadamente 220 bilhões de metros cúbicos.

14. Como o Gás Natural é usado no veículo?
O Gás Natural Veicular é comprimido e armazenado em cilindros especiais de aço, que são adaptados ao porta-malas do carro. Através de um sistema de tubulações e válvulas especiais este gás é injetado e misturado ao ar aspirado pelo motor, proporcionando uma queima limpa e eficiente de mistura.

15. Gás Natural pode ser usado em qualquer tipo de motor?
Sim. O Gás Natural Veicular pode ser usado com a máxima segurança e desempenho em todos os tipos de motores a álcool ou a gasolina, inclusive diesel, com a simples instalação de um kit de conversão para gás.

16. Quando da revenda do veículo, o proprietário pode retirar o kit de conversão?

Sim. Caso o proprietário queira trocar o veículo que foi convertido para o Gás Natural, o kit poderá ser facilmente transferido para o carro novo, bastando apenas pequenas modificações. Neste caso, será necessário apenas um novo certificado de homologação, uma vez que o anterior era específico para o primeiro veículo. De posse deste, será preciso uma nova oficialização junto ao Detran.

 
 

CUIDADOS COM O CILINDRO
• Os cilindros devem ser apropriados para o uso do GNV. Nunca use botijões ou cilindros de compressor, pois os mesmos não suportam a pressão de trabalho do GNV e, fatalmente, irão explodir. Os cilindros devem ser fixados corretamente.
• Não permita, jamais, soldas nos cilindros, pois este será um ponto sem resistência e um provável local de ruptura ou vazamento do combustível.

CUIDADOS COM A CONVERSÃO
• Só converta seu carro em oficinas homologadas pelo Inmetro.
• Exija a nota fiscal da conversão e o Certificado de Homologação do Inmetro, para fazer o registro da conversão no Detran.
• Não aceite peças usadas, cilindro recondicionado ou de procedência desconhecida e tubos de cobre. Na instalação, exija tubos de aço.

CUIDADOS COM A MANUTENÇÃO
• Todos os serviços a serem feitos no kit e cilindros de Gás Natural deverão ser sempre feitos por oficinas homologadas pelo Inmetro.
• Não tente consertar os pequenos defeitos sozinho. Procure sua convertedora.
• Não rode com qualquer tipo de vazamento. Assim que notar algo suspeito, procure a assistência técnica.

CUIDADOS AO ABASTECER
• Ao abastecer o veículo, desligue faróis, rádio, celular e o motor do automóvel.
• Não fume durante o abastecimento.
• Freie o veículo.
• Exija que o veículo seja aterrado.
• Ao abastecer, todos os ocupantes devem descer do veículo.
• A pressão de abastecimento nunca deve ultrapassar 220 Kgf/cm². O kit e os cilindros são dimensionados para 220 Kgf/cm² de pressão. Acima disso, pode causar vazamentos no sistema, diminuindo a vida útil do equipamento e correndo o risco de provocar acidentes.
• Certifique-se de que a mangueira de abastecimento de GNV foi desconectada antes de arrancar (principalmente os veículos cujo abastecimento é traseiro).